sexta-feira, 2 de maio de 2008

POIETIS(A) Nº 1 - NEUZA LADEIRA

Quando HUS MANO, POETUS e DESCLASSIFICADOS já circulavam por um bom volume tempo e de endereços eletrônicos, eu já me encontrava incomodado com falta do gênero feminino no meu trabalho.

- É preciso um olhar distinto, diferente, pois há diferença. É outro gênero – disso eu sabia. Mas havia um outro porém: - eu sou da turma da boemia. Naturalmente, noturno, madrigal. É difícil ver poetas mulheres na boemia, e este era meu campo de pesquisa. Bem, fazer uma foto, não é só clicar ou olhar. Tem que sentir a verdade do outro. Não na fala, mas na pessoa, no seu silêncio. E disso, eu sabia e não tinha como escapar. É preciso vivenciar.

Então, matutei. Deixei o espírito do destino me guiar.

Neste período, Mestre Larama vai para os lados de cima, e muito já tinha me ensinado, coisas além da pintura. O mundo da introspecção, da mente subjetiva. Experiências ricas e lindas que somente uma alma livre pode ensinar. Nesse ínterim, Ailton Krenak, que com sua gentileza, cantou SAMAUMA e re-ordenou a minha segunda atenção, equilibrando e integrando a minha percepção. Isso enquanto sua maloca voava.

E logo depois disso é que encontrei Clevane.

Dizem que quando o discípulo esta pronto o mestre aparece.

Graças a Deus, nasce POIETIS(A).

Clevane se torna a minha orientadora, e graças a sua enorme generosidade, desenvolve comigo o projeto. Abrem-se as portas de um universo maravilhosamente feminino POIETIS(A).

Este é POIETIS(A) nº 1 - Neuza Ladeira

Considero seu livro ainda não publicado - Comedores de Sonhos - uma obra prima da poesia Brasileira.

Neuza é uma flor,

Minha Açucena.

Informo que já coletei fotos de mais de 12 poetas mulheres para o POIETIS(A).

Caso queira ver POIETIS(A)

Acesse: http://picasaweb.google.com.br/llobus

2 comentários:

gilberto disse...

Meu caro "Beatnik do Cerrado", "Homem de Boa Fé, Homem de Boa-Vontade.
Tu es caçador de esmeraldas.
Bração!

Neuza Maria disse...

Fala-se muito às vezes sem assimilar de tanto falar
O que é a arte ?

Afinidade de exprimir aquilo que ficou impresso
Raridade unicidade luz e sombras unidas
Tempo ancestralidade modismos erudição violência uma pulverização
Épocas emoções divisão e composição do artista aos olhos dos transeuntes.NL